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O que é arquitetura espontânea
Em todos os tempos, nas mais diversas regiões do mundo, certas pessoas,
desligadas de compromissos com regras e modelos determinados por sua
cultura, criam intuitivamente a habitação em que vão viver. Constroem
para si a casa nascida de suas idéias, fruto da manifestação do seu
inconsciente, são os "construtores do imaginário", guiados que são por
uma fantasia que os domina obsessivamente.
É uma arquitetura baseada em soluções surpreendentes porque foge
dos padrões tradicionais e porque nascida do uso de materiais considerados
pouco nobres e nada convencionais. Vem despertando a atenção de críticos e
teóricos em todo o mundo e seus autores - os "construtores do imaginário" -
estão sendo redescobertos e merecendo, em outros países, a publicação de livros
de arte, estudos críticos, filmes, etc. No Brasil, infelizmente, essa discussão
é quase inexistente e precisa ser introduzida, já que contamos com um exemplar
perfeito e de qualidade inquestionável que é a Casa da Flor.
Publicações sobre arquitetura espontânea
Fantasy Words. Deid von Schaewen, John Maizels. Taschen, 1999.
BHATTI, Bhoulbhoulaiyan. Um labyrinthe indien. Paris, Musée des Enfants du Musée d'Art Moderne, 1980. 150 p. il.
BONCOMPAIN, Claude. Le Facteur Cheval, piéton de Hauterives. Editions Le Bouquin - Pouple Libre, s.l.,s.d. 77 p. il.
DATHIER, Jean. Arquitetura de terra ou o futuro de uma tradição milenária. Rio de Janeiro, Centre Georges Pompidou, Centre de Création Industrielle/Museu de Arte Moderna, Avenir Editora, 1984. 208 p. il.
DAVID, Francis. Guide de l'art insolite. Paris, Editions Herscher,1984. 93 p. il.
GAUDÍ, Antoni. Catálogo. São Paulo, Museu de Arte de São Paulo,1988.
JOUVE, Jean-Pierre; PRÉVOST, Claude; PRÉVOST Clovis. Le Palais Idéal du facteur Cheval. Paris, A.R.I.E. Editions,1981. 360 p. il.
MONNIN, Francoise. L´ art brut. Paris, Editions Scala,1997. 125 p. il.
PRÉVOST, Claude et Clovis. Picassiette. Paris, Edition du Chêne,1978.
SCHUYT, Michael, et alii. Fantastic Architecture; personal and excentric visions. New York, Harry N. Abrahms, 1980. 247 p. il.
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